Você sabia que as mulheres representam 46% dos empreendedores iniciais no Brasil? Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, retratam a força do empreendedorismo feminino, bem como o avanço da liderança feminina no país.

No entanto, apesar do progresso, as mulheres ainda enfrentam uma série de desafios para iniciar e manter seus negócios, como preconceito de gênero, dificuldade de acesso a financiamentos, acúmulo de responsabilidades familiares, entre outros fatores que dificultam o crescimento na área.

Considerando as demandas e os dilemas do empreendedorismo feminino, o modelo de sublocação de salas para profissionais autônomos, oferecido pelo Espaço Varappe, se destaca no mercado por apoiar empreendimentos iniciantes, especialmente empresas lideradas por mulheres, que enfrentam ainda mais barreiras para se consolidar.

“A Varappe surgiu da necessidade e do sonho dos sócios de poder ter um espaço de atendimento e também empreender. Com isso, fui convidada para administrar a empresa desde o primeiro dia, devido à minha experiência e formação em administração hoteleira. Com uma mulher à frente do atendimento, o olhar feminino, delicado e detalhista sempre foi um norte para a empresa e faz a diferença na relação com os clientes”, conta Karina Armengol, administradora do Espaço Varappe.

Karina Armengol, administradora, fala sobre sua experiência no empreendedorismo feminino no Espaço Varappe.

Karina Armengol, administradora.

Atualmente, o público feminino representa cerca de 75% dos clientes do Espaço Varappe. Para Karina, a redução de processos burocráticos e a flexibilidade oferecida pela sublocação de salas por hora são alguns dos principais benefícios para as profissionais que utilizam a infraestrutura.

“Hoje, oferecemos em nossas unidades flexibilidade de dias e horários para as mulheres empreendedoras, que lidam com todas as outras responsabilidades do dia a dia, poderem atender e serem atendidas. Nosso papel hoje e a longo prazo é, cada vez mais, oferecer cursos, informações e apoio às mulheres”, reforça a administradora.

Principais desafios do empreendedorismo feminino

Embora as mulheres tenham maior nível de escolaridade que os homens, elas ainda faturam menos. De acordo com a pesquisa O Corre do MEI em 2024, realizada pela plataforma MaisMei, apenas 16,3% das mulheres MEI ganham acima de R$ 4 mil, enquanto entre os homens esse percentual chega a 33,1%.

Além da desigualdade no faturamento, a falta de incentivo está entre os maiores obstáculos enfrentados pelas mulheres nos negócios. Há mais de 10 anos na direção do Espaço Varappe, Karina destaca que o preconceito de gênero é um dos grandes entraves para a expansão da liderança feminina. “O maior desafio sempre foi, e ainda é, passar credibilidade e respeito. As pessoas se surpreendem ao ver uma mulher à frente de uma empresa de sucesso há 10 anos”, comenta.

Histórias de sucesso: a experiência das clientes no Espaço Varappe

Esteticistas, psicólogas, massoterapeutas, coaches – diversas são as profissionais que utilizam as salas do Espaço Varappe para realizar seus atendimentos. Apesar das diferentes áreas de atuação, todas compartilham desafios comuns do empreendedorismo feminino no Brasil.

A psicóloga Juliana Marian de Lima, cliente da Varappe desde 2022, menciona a falta de apoio da família e ressalta a dificuldade para obter investimentos no início do negócio:

“Nunca tive o apoio de ninguém. Quando pensei em abrir minha clínica de psicologia, ouvia da minha família que isso não daria futuro e não teria estabilidade. Encontrei na Varappe uma empresa que acreditou no meu potencial. Meu marido sempre foi uma pessoa que confiou e acreditou em mim, mas não teve participação financeira no meu negócio.”

Juliana Marian de Lima, psicóloga.

“No começo, os desafios foram muitos – e começavam pelo básico. Sem investimento inicial, precisei me virar financeiramente para fazer tudo acontecer. O transporte até o local de atendimento era complicado, a alimentação era uma preocupação constante, e até oferecer um simples cafezinho para os pacientes exigia planejamento. Foi um período de adaptações, em que cada escolha precisava ser estratégica para garantir que eu conseguisse atender com qualidade, mesmo com poucos recursos”, conta ela.

Com isso, a psicóloga especificou ainda como o modelo de sublocação de salas no Espaço Varappe impulsionou o sucesso de sua carreira e ajudou a tirar os ‘sonhos do papel’:

 “O modelo de sublocação do Espaço Varappe facilita o empreendedorismo feminino, reduzindo as barreiras que, muitas vezes, impedem mulheres de começarem seus negócios. Sem precisar arcar com custos fixos altos ou burocracias complicadas, elas conseguem estruturar e expandir seus atendimentos com mais liberdade e segurança. É aquele empurrãozinho estratégico que faz toda a diferença – menos preocupação com infraestrutura, mais foco no que realmente importa: crescer e fazer acontecer.”

Daiane Ribeiro, enfermeira esteta e especialista em harmonização facial, é cliente do Espaço Varappe há dois anos e, além do apoio e segurança para tocar o empreendimento na área da saúde, disse que a sublocação de salas na unidade Tatuapé colaborou com a jornada de crescimento do seu negócio.  “Eu também não tive o investimento de ninguém, então tive que buscar a melhor forma de atender meus pacientes com qualidade. Uma das principais dificuldades na área é formar uma carteira de pacientes, uma vez que o mercado é extremamente competitivo. Nesse ponto, além dos estudos para o aprimoramento da minha especialidade, a localização da unidade Varappe Tatuapé, com fácil acesso a vias e transportes públicos, como metrô e trens, é muito positiva, pois possibilita que eu atenda muito mais clientes”, explica.

Daiane Ribeiro, enfermeira esteta.

A especialista reforça ainda que o forte preconceito no segmento intimida o avanço de muitas mulheres na profissão:

“A maioria dos participantes nos cursos que já fiz é homem, e eles falam que se sobressaem, que mulher não tem ‘pulso firme’ e que possuem mais clientes ou estudam mais, entre outros comentários… Mas, na prática, nós temos um potencial muito grande no mercado. Nós, mulheres, temos muita agilidade e criatividade, e, unindo nossas habilidades, a área só tem a crescer”, pontua Daiane.

Movimento ‘Elas Lideram’

Com a meta de alcançar 50% de mulheres em cargos de liderança, o Pacto Global da ONU promove o movimento Elas Lideram, que estabelece o compromisso de garantir que metade das posições de alta liderança seja ocupada por mulheres até 2030. No Brasil, 118 organizações são signatárias da iniciativa, segundo números do site.

No entanto, mais do que projetos e iniciativas de apoio, para vencer os preconceitos sociais e os desafios que impedem o avanço do empreendedorismo feminino, é necessário que as mulheres superarem barreiras internas e deem os primeiros passos para a construção do negócio.

“A insegurança vem, é normal — a gente foi ensinada a duvidar das nossas próprias capacidades. Mas e se, só por um instante, você considerasse a possibilidade de dar certo? Se outras mulheres conseguiram, por que você não conseguiria? Comece pequeno, ajuste no caminho, peça ajuda quando precisar. Seu negócio não precisa nascer perfeito, ele só precisa nascer. O resto, você aprende fazendo”, aconselha Juliana.

Daiane também incentiva as mulheres que pretendem iniciar nessa jornada:

“Desafios teremos todos os dias, mas é preciso ter fé, olhar para frente e acreditar!”

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